Nasce Um Celebrante


Filipe Firmo sempre foi um rapaz que não gostava muito de estudar, na escola fazia questão de apresentar os trabalhos para escrever menos, que ironia.

Aos dezoito anos começou a trabalhar com teatro, desenvolvendo ainda mais a sua oratória, lá se foram seis anos, os ares mudaram um pouco, levando o a uma loja de shopping, onde se destacou pelo seus diálogos divertidos com os clientes, muitos procuravam seu atendimento o que trazia um retorno muito bom, mesmo assim, uma sensação de vazio tomava o seu peito, o seu lado artístico gritava.

Até que um amigo jornalista foi até a loja e ficou estarrecido por encontra-lo lá. “ Não acredito, o que você tá fazendo enfiado dentro de uma loja?” perguntou. Este jornalista é um grande amigo que também é celebrante, e durante longos meses os convites se repetiam “ Vem comigo, você vai ser bom nisso, conheço o seu potencial”.

Finalmente aceitou esse pedido, e ficou durante alguns meses estagiando com esse amigo, até que sentiu-se pronto para celebrar o primeiro casamento, foi amor à primeira vista, casar as pessoas libertou o seu lado artista e ele descobriu o que nasceu pra ser, O Colecionador de contos.

O significado

Comecei a colecionar contos há alguns anos, quando celebrei o primeiro casamento, me lembro até hoje do frio na espinha à caminho do Ilha di Capri, onde encontraria os noivos que confiaram em meu trabalho, mesmo eu nunca tendo celebrado antes, acreditaram no meu potencial, afinal a vida me preparou para isso, me levou inevitavelmente para essa atividade tão magnifica.

Sair de um emprego formal para aprender a fazer uma atividade que você nem sabe se vai gostar não parece algo que meus pais aprovariam, mas foram meses em um estágio não remunerado, reuniões, casamentos, debutantes, casamentos, formaturas, casamentos, mais reuniões e mais enlaces matrimoniais até unir o primeiro casal.

A construção do texto era para mim e ainda é a maior responsabilidade que eu já assumi na vida, o texto imprime emoções, sonhos, crenças e descrenças, histórias, passado, presente e futuro, mas ainda é preciso ser leve, ser mágico e descontraído, como contos de fada.

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O Colecionador de Contos

Filipe Soares Firmo

Celebrante

Colencionador de Contos

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